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Domingo, 4 de Novembro de 2007

FIM THE END FIN FINITO

este blog termina aqui.

ouvi dizer que se mudou umas ruas mais abaixo. se vos apetecer de facto dar este passeio, eu ensino-vos o caminho.

é por aqui:

                     http://wwwcassamia.blogspot.com

 

se não vos apetecer, obrigada por terem estado em mi cassa.

até sempre!


publicado por micassa às 12:18

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

xana e miguel

apesar de terem entrado pela mesma porta, hoje encontram-se em mim,

a tristeza

a alegria

ambas celebram

o riso

a lágrima.

a primeira chora a morte da irmã do meu querido miguel.

a outra, ri o nascimento da minha querida xana.

aos dois

o meu amor.


publicado por micassa às 18:00

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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

paladar

quando perdi o meu primeiro filho soube-me a desilusão e vergonha.

quando perdi o meu último filho soube-me a morte.

fiquei sem saber se desde então o meu paladar se alterou para sempre na incapacidade de distinguir os diferentes sabores, ou se pelo contrário, ficou de tal forma apurado e refinado, que o mais ínfimo condimento se me afigura como o mais profundo dos sabores.

nesta indecisão, duas coisas vão acontecendo,

a vida

e a morte.

a morte durante o tempo,

e a vida nos intervalos.

quanto a mim, nunca mais soube oque ando aqui a fazer.

só o meu paladar persiste.


publicado por micassa às 17:39

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

verificação

não existe.

não existe mesmo. eu verifiquei.

esventrei-me até à fronteira entre a vida e morte, não deixando que uma ou outra prevalecesse. não existe de facto.

é tudo uma mera fantasia.

é tudo uma mera quimera!

alguém me enganou de uma forma muito cruel. e durante muito tempo assim me enganou. agora cosida ninguém me quer.

agora cosida,

também eu já não me quero.

verifiquei mais que uma vez, porque muitas vezes mente o olhar. mas não existe. disseram que iria ser de outra forma, mas nunca mais vinha e eu com toda a pressa do segundo que pinga, esventrei-me e fui verificar.

não.

de facto não existe.

e eu não acredito.


publicado por micassa às 01:36

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ter ou não ter

ter prazer

no simples prazer

de ter prazer

no prazer

mas também podemos

às vezes

 

morrer


publicado por micassa às 00:44

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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

sol

     Bendito seja o mesmo sol de outras terras
     Que faz meus irmãos todos os homens
     Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu, 
     E, nesse puro momento
     Todo limpo e sensível
     Regressam lacrimosamente
     E com um suspiro que mal sentem
     Ao homem verdadeiro e primitivo
     Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
     Porque isso é natural — mais natural
     Que adorar o ouro e Deus
     E a arte e a moral ...      
caeiro

depois disto quero pensar nos genocídios por aí espalhados como as folhas do outono que nos enchem os passeios.. quero pensar nos milhares de meninas que morrem imediatamente antes ou depois de nascer só porque são isso: meninas e os chinenes não querem meninas e comem cães..nos putos que têm dois orgãos: a pele e a pele, fina e transparente, onde visíveis estão as vísceras e de roupa têm as moscas..

depois disto também me apeece chorar perante o facto indiscutível que vejo o sol e não o adoro, o facto também indiscutível, que sou completamente co-responsável por tudo quanto me lembro ao ler isto.. faço parte da mesma engrenagem maquiavélica.

sinto-me então uma profunda e verdadeira assassina. duplamente assassina. porque deixo que o genocídio exista, porque deixo que a menina porque é fêmea, morra, porque deixo que as moscas matem lentamente os orgãos dos putos em africa, porque quero muito muito matar o papa nao sei das quantas, porque o cabrão podia vestir uma simples camisola de algodão e dar cor às peles dos putos, por exemplo, porque quero muito muuito matar os filhos da puta todos que têm o poder que eu não tenho, porque valorizam mais o dinheiro que o sol natural que a todos irmana.




publicado por micassa às 22:15

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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

sem título

estou só até ao âmago, estou carente até ao âmago, estou triste até ao âmago. torno-me insolúvel, petrifico. mesmo sendo tudo mentira, esta é a maior de todas as verdades. se não me amarem rápido, depressa, muito... depois tudo pode acontecer com mentiras e verdades desta natureza.

ou mesmo nada.


publicado por micassa às 14:27

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perspectivas

por mais que se percorram meandros emocionais e ou racionais, creio que no fundo tudo retorna absolutamente indiferente a esses percursos anteriores.

a nossa capacidade de avalição e discernimento, julgada já no auge da sua maturidade e plenitude serena, desmorona-se ainda mais facilmente que um monte de areia perante a brisa. num instante, tudo o que era deixa completamente de ser, não porque não o fosse verdadeiramente, mas simplesmente porque as perspectivas, por este ou outro qualquer motivo, se alteraram.

de repente, nessa instante, sentem-se as pernas tremer, uma vontade grandiosa de fugir, de não querer a verdade escondida na mentira que vemos refletida. apodera-se um medo desconhecido, um medo julgado já morto e enterrado, comido pelos bichos.

espreita-se para a natureza desse medo, na ânsia que provenha de uma qualquer natureza do éter, para se descobrir com assombro que é tão real como a pele enrugada debaixo dos olhos. nesse instante ainda, todas as perspectivas se alteram.

julga-se estática e firme na sua perenidade. pede-se uma maozinha ao sarcasmo e diz-se levianamente: eu não, a mim não, eu não, a mim nunca mais. muito levianamente.

e diz-se assim, não porque não queiramos acreditar na nova perspectiva que sem querer se esbarrou contra nós, nós areia, ela, brisa, mas precisamente porque acreditamos que assim foi contra nós.

e não a queremos, não a aceitamos, porque a queremos mais que tudo. porque indiscutivelmente, ansiamos que ela nos queira a nós. desta forma não será  culpa nossa, não será escolha nossa. foi ela que nos quis e aceitou a nós.

nesta mentira encontramos o conforto da verdade.

e só depois o desconforto da verdade nos atinge.


publicado por micassa às 14:14

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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

presenças, sombras e luzes

a luz nas suas diferentes manifestações, poderá constituir uma perfeita metáfora da palavra, entenda-se o verbo.

também ele, possui uma presença, uma sombra e uma luz própria.

tem sido aqui discutidas palavras, nomeadamente, entre mim, micassa, e a minha corretora ortográfica pessoal, e esta discussão, suscita-me obrigatoriamente novas reflexões.

não se discutirá aqui novamente a mesma palavra, apenas a presença, a sombra e a luz de qualquer uma delas.

a objectividade e a subjectividade atribuem ao verbo por um lado a sua complexidade que, entre outros, nos pode conduzir ao caminho da literatura por exemplo; e a sua ineficiência por outro, pois ele torna-se de facto ineficiente, quando pretende assumir unica e exclusivamente a sua presença, sem indicios de sombra ou luz.

em todo e qualquer diálogo que se estabelece, a sombra e a luz acompanham sempre a presença do verbo. etéreo e onírico é igualmente de raíz concreta.

a busca pela raíz quadrada da alma é uma busca inglória.

existe o coito entre os animais da mesma espécie. e nós, como espécie, apenas nos diferenciamos, porque nesse coito o verbo se enche de sombra e luz.

estive enamorada por mãos, estive enamorada por olhos, estive enamorada por rabos, e bem recentemente enamorei-me por uma voz. em todas estas sombras e luzes, o verbo esteve presente, independente do coito, que nem sempre aconteceu. a animalidade, as vísceras, são, e eloquentemente pessoa o explicou, apenas uma extensão da alma.

o que o verbo produz, para a paz e para a guerra, e este é de facto o seu poder real e não o seu poder metafórico, produz apenas porque a acompanhá-lo existe sempre a sombra e a luz.

entre o que queremos dizer e o que dizemos, está unicamente a variação da luz que pode ser maior ou menor, intensa ou fraca, surgindo desta as diferentes sombras. o verbo na sua presença, está sempre perdido algures no meio, entre o que dizemos e o que queremos dizer.

porque do outro lado,

e existe sempre um outro lado para tudo, como já tantas tantas vezes o disse,

está alguém que se serpenteia da mesma forma entre o que ouve, o que julga ouvir e o que quer ouvir.


publicado por micassa às 12:38

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

ilusões

existem muros que são mesmo intransponíveis. principalmente aqueles que nos oferecem uma fresta, uma janela, um mero vidro por onde passa devagarinho a ilusão de luz, a ilusão de que aquele muro não é instransponível. mas a verdade é que existem muros instransponíveis.

publicado por micassa às 23:04

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